E é na escuridão da noite que normalmente acontece. É nas
ruas sem iluminação, nos cantos desabitados e nas íngremes subidas. Nos degraus
unicamente pisados, nos lençóis pessoalmente usados e perante a vista do negrão
do céu. É passando por algo em que fazes falta. É na tua ausência, sendo esta
constante. É nos momentos inesperados, já que tudo aquilo pelo que espero não
vem. Nunca veio. Só surgiu quando deixei de aguardar. De qualquer das maneiras,
a dura verdade é que tu não vens mais. Não voltas, quer espere ou não. E é isolado.
É no sossego do mundo, daquele que interrompo. É aqui, onde nem tu estás. Onde eu estou, quebrando o silêncio. É originando pequenas partículas de água. E é presente. Foi agora, diante dos teus soberbos vocábulos.

Adorei o que escreveste, como pormenorizaste o que sentes e como o fizeste sentir também a quem lê. Eu sei que custa, mas um dia vais conseguir ultrapassar isso. Acredita que vais.
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